Abandonado. E eu achando que ia conseguir manter sempre atualizado. É, pois é, eu achava tantas coisas, agora mudei..acho coisas diferentes (momento onde a pessoa que não dormiu começa a filosofar e ninguém entende).
Vamos começar pelo final dessa vez já que esse post vai ser um pouco diferente dos outros. Agora, exatamente nesse momento (07:48 a.m. do dia 6 de julho de 2011), estou no aeroporto de Dublin rumo a Paris onde esperarei 11 horas para finalmente pegar outro avião pra São Paulo e depois correr para chegar a tempo de pegar mais um avião, como se já não bastasse, pra Floripa. É GALERA, VOLTEI!! Resolvi adiantar minha volta já que me vi meio sem rumo por aqui (já que ainda tô em Dublin posso falar assim). Mas pra melhorar a situação resolvi fazer surpresa pra galera e avisar o mínimo de pessoas possíveis (4) já que eu não consegui me controlar muito bem e eu precisava de alguém pra fazer todo o processo – brigada pai.
Sem mais delongas, estou na minha jornada rumo a Ilha da Magia onde espero ansiosamente reencontrar minha família e amigos, assim como os pais desesperados dos meus queridos amigos que continuarão por aqui. Aviso que continuarei postando as novidades da galera na medida do possível. Agora que as novidades já se passaram posso começar do começo e falar das nossas últimas aventuras em terras européias, pois andamos explorando o velho mundo. E posso dizer que várias aventuras estão por vir. Mas antes disso sinto avisar que esse post vai ser internacional, vou ficando aqui por Dublin e assim que chegar em Paris eu continuo. Essa vida de viajante é desgastante, mas fazer o quê? A gente tem que lidar com essas dificuldades da vida..Tá, eu to, óbviolulosamente, como diria um anjinho que conheci uma vez, brincando.
Já diria o sábio: “tudo é relativo”. Na minha humilde opinião (eu sei que isso é meio raro), acredito que essa teoria se refira, principalmente, ao tempo. No meu caso, por exemplo, eu não me importei nenhum pouquinho de ficar esperando o sol se pôr em Ibiza e olha que demorou. Agora, 11 horas em um aeroporto, ou melhor, parte dele sem quase nada pra fazer é uma experiência inesquecível que eu estou tendo o prazer de viver pela segunda vez. A diferença agora é que se eu quiser conversar com alguém, tenho que puxar papo com os vendedores das poucas lojas que tem por aqui ou com o pessoal da segurança, mas minha mãe sempre me disse que falar com estranhos é perigoso e se ela ficar sabendo que eu ainda iniciei a conversa o perigo vai estar é com ela. Por essa razão estou escrevendo nas páginas das minhas passagens já que a bateria do computador acabou. Devo ressaltar a dedicação de minha pessoa por me dispor a escrever e depois digitar todas essas páginas. De antemão, agradeço a vocês leitores pela paciência e pela esperança de que depois de tanta baboseira ainda haja uma luz no fim do túnel e eu escreva algo interessante.
Boas notícias! Tenho muito tempo de sobra então, finalmente, posso escrever sobre as viagens que fizemos. Completamente fora de ordem, mas vou me esforçar para manter o texto coeso.
A última viagem foi para Edinburgo, os amarelos foram em peso. Após alguma espera para fazer o check-in estávamos na fila quando começou uma muvuca. O aeroporto inteiro queria bater foto com o cara que estava atrás de nós. Era uma criatura peculiar, eu diria, e por isso estávamos começando a soltar um pouco do nosso veneno até que o indivíduo vira pra gente e pergunta se somos brasileiros (tudo em português). Os curiosos não se agüentaram e já perguntaram pra ele o porquê de tanta foto. Ele respondeu humildemente que era o cara mais famoso daquele país (Iralanda). Eu, então, falei: “mas como assim? Nunca te vi por aqui e muito menos ouvi falar da sua pessoa..o que tu faz da vida?” Era cantor. Wagner. Diz ele que os irlandeses e britânicos aprenderam a falar o nome. Ok. Resumindo, ele fez parte do X Factor, que é tipo o Ídolos do Reino Unido, ficou famoso.
Falando agora do que realmente interessa, chegamos lá já super turistas perambulando por tudo e já resolvendo pegar aqueles ônibus de dois andares com a parte de cima aberta. Ótimo para fotos. Os dedinhos nervosos do meus amigos conseguiram somar mais de mil fotos em 3 dias. Comemos muuuuito Mc Donalds e visitamos tudo o que era possível, andamos até não poder mais. Eles até escalaram a montanha gigante da cidade, eu arreguei no meio do caminho, resolvi me preservar para caminhadas planas. De resto, muitas visitas a cemitérios e o castelo que não vale a pena.
Antes disso resolvi começar a viajar antes de voltar pra casa. Primeiro fui pra Ibiza pegar um pouquinho de sol e aproveitar um clima mais quente. Além das festas as praias são lindas, é inacreditável a cor da água, do tipo mistura de Bora Bora com Lagoa Azul. Óbvio que eu sai todas as noites, conheci pessoas maravilhosas, muitos brasileiros é claro! Depois fiz uma maior, pra Itália, Grécia e Holanda. Comi horrores na Itália, fui a um casamento, viajei, degustei os sabores de Toscana, passeie um monte. Na Grécia, experimentei vodka grega e quase peguei fogo de tão forte. Fui a uma vila onde eu era um alien já que todos se conhecem e eu era muito “exótica”, as pesoas falavam grego comigo e acham que eu entendia. Aham. Já em Amsterdam no quanto do hostel onde fiquei tinha um grupo de meninos em uma despedida de solteiro. Se Amsterdam já promete, imagina quando está incluído no pacote uma despedida de solteiro. Virei o mascotinho da galera e curtimos um monte. Foi demais depois de tantos imprevistos durante o caminho como perder um celular e um vôo, gastos a mais, etc. Só sei que no fim tudo valeu a pena. E como valeu. Melhor impossível.
Então gente, desculpa os meses de abandono. Prometo que mesmo do Brasil vou tentar continuar atualizando conforme eles me mandarem notícias. Beeijão e muito obrigada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário