segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lucy

Leandro pela primeira vez postando no blog pra contar a nossa última peripécia, com alguns acréscimos do Gui e da Mary.
Dia 29 de janeiro, 20h45min da noite e nós prontos para mais uma aventura em pleno sábado à noite. Desta vez, estávamos reduzidos, pois o Guilherme e o Ruan estavam ausentes.
Esta foi uma breve introdução, vamos logo começar a estória.
Lá fomos em direção ao aeroporto de Dublin levar o japa, na sua viagem de volta ao Brasil. Primeira parada: pegar o Luas até a Grafton Street (onde nossa querida escola está localizada) e, ao chegar lá, algumas cenas inusitadas, como algumas garotas “quase sem saia” gritando pela rua e tirando onda com alguns garotos (coisa boa tomar uma porre em pleno sábado 21:00). Após atravessarmos a Grafton, fomos em direção ao ponto de ônibus onde pegamos o 16a rumo ao nosso objetivo.
Depois de uns 45 minutos com a bundinha sentada no banquinho do bus, enfim, chegamos ao aeroporto. Primeira coisa a fazer????? Ir atrás de uma tomada pra poder plugar o Iphone DEUSO do japa. Sem sucesso depois de 15 minutos de busca seu sistema nervoso estava entrando em colapso, suas mãos tremiam e suavam, a boca espumava. Até que em seu último momento de suplica, um iluminado smurf amarelinho apareceu, indicando para o nosso surfista virtual o tão sonhado caminho da felicidade: a tomada.
Com o mar flat pra gente, Maria e eu (eu e Maria), num momento de angústia, resolvemos sair em busca de algo realmente interessante. Fomos dar uma volta pelo aeroporto e descobrimos - que mesmo tentando muito - as máquinas de salgadinho, refri, guloseimas e outras coisas mais não funcionam sem moedinhas e nem mesmo a máquina de bater foto...
Depois de um breve passeio no Terminal 1, fomos explorar o inabitado Terminal 2, chegando a conclusão de que lá haviam coisas que nos fizeram mais felizes....
Bom, aeroporto já não é o lugar mais interessante do mundo, mas o pior é ter que esperar uma noite inteira nele. Para tornar a espera menos cansativa resolvemos nos entreter de alguma maneira pelos arredores do aeroporto. O que nos rendeu frutos, pois descobrimos que havia um pub perto. Bendita caminhada até um estacionamento, pois lá encontramos LUCY, a “pessoa” mais incrível do mundo. Depois de encontrá-la fomos os três cumprir nossa saga; o que foi fácil com a dedução lógica da Maria: “vamos lá naquela casinha com luzes”.
Chegando lá, tivemos que abrir caminho na multidão (um tiozinho mais pra lá do que pra cá e um outro mais pra cá do que pra lá) e catar um lugar pra sentar. Estávamos em busca de novas sensações e experiências, começando com as cervejas mais conhecidas como: Budweiser, Carlsberg e Coors Light (isso tudo com um bom amendoim de aperitivo) - contando que cada cerveja tem 500ml e que estávamos bebendo rápido pra ficar alegre mais rápido, imagina como já estávamos. Pena que a Lucy não conseguiu nos acompanhar, acho que o negócio dela não é cerveja; às vezes ela é muito fria, deve ser porque ela é fina demais. Após esta breve introdução no mundo das cervejas, fomos além das nossas expectativas e resolvemos seguir o conselho da dona da budega: Bulmers e Beamish. DELÍCIA. A primeira tem gosto do xarope que minha mãe comprava na Farmácia do Renato (na lagoa pra quem não conhece) e a segunda eu acho que ela se enganou e deu foi um copo de café gelado pra gente.Para fazer um deguste (verbete do Gui), depois de nos deliciarmos com sabores exóticos, pedimos uma Heineken (não tinha Stella).
Na volta, nós três, eu, Maria e Lucy (acho que éramos três, pois sempre via duas Marias e duas Lucys) fomos registrando nosso momento pós-pub para mostrarmos pro Gui quando chegássemos em casa. Pontos de ônibus, postes, cercas, corredores extensos e poses sexys foram clicados. Alguns vídeos inusitados também foram feitos. Coisas da Maria...(O quê? Vídeo no banheiro?? Hahahaha).
Enfim, voltamos para o aeroporto, felizes e preparados, para a longa jornada a espera do vôo do japolino. After pub é sempre tenso, mas revelam coisas interessantes como descobrir que o chão do aeroporto não é tão ruim assim quando se está com sono.
O japa entrou na sala de embarque umas 5:20 e nós fomos checar o horário do ônibus, para, então, nos depararmos com uma placa que dizia que o próximo horário era só as 6:35. Por algum motivo ainda não revelado pelas autoridades irlandesas esse meio de transporte coletivo não deu as caras. Ficamos esperando sob a brisa agradável da alvorada dominical até 7:35 para, enfim, voltarmos para casa (horário de chegada 8:45, vamos para a área diamond do céu).
E, só pra constar, trouxemos a Lucy pra casa e ela dormiu no nosso quarto (meu e da Maria), isso 9 horas da manhã de domingo.




P.S.: Dois meses na Irlanda e a Mary já pode doar sangue.

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