quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cul de Sac

Oi gentem!
Anteontem fomos olhar um apartamento que já tinhamos adorado desde o começo. Ficamos uma hora esperando o corretor e nada. Aí ele liga dizendo que nós estávamos no lugar errado e eu falei que não. Ele, muito fofinho (literalmente) veio nos buscar, mas como não cabia todo mundo no carro a gente mandou o Japa e o Le pra casa, porque, segundo o Gui, nas visitas só podem ir três pessoas pra não assustar e, dessas três, duas vão pra falar (eu e o Ruan) e uma vai pra sorrir (Gui). Ele fez a gente entrar no carro e começou a dar uma volta gigante, acabou levando a gente pra ver outro apartamento. Já não estávamos entendendo mais nada, mas resolvemos ver qual era a dele. Até que valeu a pena, mas o apartamento era seco em relação aos itens de cozinha. Gastar com panela e pagar um aluguel mais caro é que a gente não vai. Voltamos pra casa não tão serelepes quanto antes, mas tínhamos que continuar nossa busca.
Aí ontem fomos olhar um apartamento mais baratinho pra ver qual era. Tinha quase tudo o que precisávamos, só ia faltar uma cama quando a Leti chegasse. Apesar do preço achamos que não valeria a pena comprar um colchão ou coisa do tipo. Até aí tudo bem..então o GPS do amazing¹ iPhone do Japa resolve dar uma de Deus e criar uma rua no meio do maior parque público europeu - Phoenix Park, onde eu espero não ter que voltar por um bom tempo.Fomos adentrando pelo parque curtindo a bela paisagem e o agradável aroma que vinha do Zoo de Dublin. Quanto mais caminhavamos, mais longe ficavamos longe da civilização.Andamos até uma placa que dizia "CUL DE SAC", na hora não sabíamos, mas é uma palavra francesa que significa rua sem saída. Aí, do nada, aparece um senhor levando seu bichano de estimação para fazer suas necessidades fisiológicas e nos dá a informação que o ponto de ônibus onde descemos para caminhar até localizar a propriedade era suuuuuuper perto da mesma.
DELÍCIA, vamos queimar as gordurinhas adquiridas no Mc Donalds! Mais meia hora caminhando e dez minutos de ônibus até encontramos a louca da dona do apartamento. A espera dela foi tão grande que quando eu liguei falando onde a gente tava ela largou um "FUCK"². Chegando lá ela já larga que a gente nunca ia aprender inglês morando junto e também que o Gui deveria ser sequestrado por uma irlandesa pra ver se fica menos tímido e começa a falar mais rápido. Coisa bem normal de se falar quando tu acaba de conhecer alguém..
Depois disso fomos a procura de um ônibus pra voltarmos pra casa, a louca falou pra gente ir pra um lado e o ônibus que ia para o centro era do outro, ou seja, demos a volta no quarteirão. LEGAL. Mais legal ainda foi ter avistado um busão vindo em nossa direção e a gente ter saído correndo que nem uns loucos pra chegar até o ponto e descobrir que a porcaria de quatro rodas estava fora de serviço. Ou melhor, dois ônibus, um atrás do outro, sem funcionar. Não sei como conseguimos chegar no meio do nada e encontrar um ônibus que ia pro centro. Chegando no centro tínhamos que pegar outro ônibus pra vir embora e ele não vinha nunca. Quarenta e cinco minutos de espera e estavamos rumo as nossas ervilhas. Resumindo, 2 horas de trajeto. SUPIMPA.
Exaustos desde ontem ainda fomos olhar outra casa perto da onde a gente tá agora; valeu a pena. A casa tem tudo o que a gente precisa e um pouco mais. Um pouco mais de sujeira. Muuuuuuita sujeira (vamos virar escravos domésticos, eeeba!). E depois de mais alguns minutos de caminhada, eu exausta morrendo de dor na perna de tanto andar (mãe, briga com eles), eles ainda tinham pique pra dar voltinha no Tesco.

Falando de outras coisas, aulas, o Gui tá numa turminha supimpa com dois egípcios que acham que papel em inglês - paper - se fala pilpal e acham que trabalhar é igual a ser escravo. Já o Japa e o Le só querem saber de conversar com o outro brasileiro da sala deles e ouvir a italianinha falar "volta pro mar oferenda". O Ruan não diz muita coisa, só que tem uma mulçumana simpática que sempre dá oi pra gente. A minha salinha é a dos mais inteligentes, dos mais legais que tem um chinês que quer ser professor de inglês, se fosse eu que fizesse o teste vocacional dele eu não recomendaria, mas ele que se entenda com seus futuros alunos), também tem uma iraquiana super querida que me deu um cartão de natal hoje bem lindo e o meu professor tem cara de "galão" inglês..vive com jaqueta de couro, cachecol e sapato num estilo.

Sobre comida: experimentamos um prato tradicional daqui chamado irish stew, que é tipo um sopão da tia merendeira, mas é uma delícia. E a novidade é que fazem 3 dias que não comemos ervilha, um alívio! Mas nem vou falar muito porque eu posso ser surpreendida em breve.
Ai, ai. Acho que é isso e se tiver mais vai ficar pra depois que eu já cansei de digitar e de pensar. Tô queimando muito neurônio e pouca caloria, mas é isso aí, é a vida.

Beeeijo,
Maria Raquel.

2 comentários:

  1. Pecadinho de vocês, andaram que nem uns camelos! Hahahaha
    Vai dar tudo certo gentem, vão achar a casa logo logo, espero hehehe
    Saudadesssssss!
    Beijos

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  2. To curtindo essa experiência em forma de aventura, e toda essa dramaturgia exposta de forma muito humorada.legal, legal e legal...bjo Srta. M.R.H.

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